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Como treinares o teu dragão

12.12.13

Como treinares o teu dragão

Dean DeBlois, Chris Sanders

Dreamworks Animation

Um filme notável e maravilhoso. É não só dos melhores filmes de animação mas dos melhores filmes dos últimos anos

Nota 5/5.

Esta opinião é capaz de ter spoilers, eu sei lá :)

 

A história é amorosa, espécie de "rapaz conhece dragão", mas a estética é sombria. Os filmes da animação, principalmente os do mundo ocidental, tendem a ser muito coloridos, luzes e tons vibrantes (há excepções, mas geralmente são dirigidos a um público adulto). O design abordado neste filme parece-me certeira, num mundo frio e algo obscuro que é o dos vikings quase tudo é representado envolto em neblinas e sombras, tudo reduzido a silhuetas e formas. E isso não retira carácter ao cenário, dá-lhe profundidade, e jogaram isso a favor do filme. E é interessante notar que ao longo do filme a luz parece mudar e que quanto mais perto do fim mais tudo tem imensa cor. Já se espera um final satisfatório, como é habitual num filme desta produção, por isso há razão de ser desta mudança de cores.

As personagens estão bem desenhadas, muito bem animadas, perfeitas. Como sempre, os "actores" animados fazem melhor figura que os reais, as expressões de rosto e de corpo transmitem umas emoções tais que os actores reais ficam com inveja de não as ter no seu portefólio. Mas isso acontece com qualquer filme animado, não é nenhuma novidade o que acho, e este filme não é diferente. Agora, há uma coisa que me incomodou um bocadinho assim e que talvez os demais fãs do filme vão implicar comigo - e tem a ver com os personagens não-humanas: os dragões. É que alguns destes animais ficaram com aspecto de, eh, pá, patetas. Assim um ar de trengos. Porque não foram todos desenhados como o dragão que se tornou no amigo do herói? Ora olham para este focinho

(imagem tirada daqui)
um focinho que atrai a nossa afeição mas ao mesmo tempo toma-nos de medo,
que deixa adivinhar uma grande sabedoria mas também uma grande curiosidade

Cool, eu sei! Vejamos agora o ar de muitos dos restantes dragões

(imagem tirada daqui)

Reconheço que ficaram amorosos, sim, porque faço então menção deste detalhe? É que os dragões movem-se de um maneira peculiar, tem atitudes curiosas e brincam de uma forma familiar. Há um animal que inspira este feitio neles, que os tornam irresistíveis, e o animal trata-se do gato. Os gatos não são trengos!
Oh, mas adorei isso, que se comportam como gatos, acho uma ideia maravilhosa!

A história é sobre um pequeno viking, de nome Hiccup Horrendous Haddock III, um rapaz solitário, sem amigos e com intelecto e coração. Vive numa ilha de caçadores de dragões e derrotar um dragão nessa terra é ganhar respeito, ser carregado em ombros e granjear uma namorada ao colo (ah, se fosse assim tão fácil). O rapaz, munido dessa esperança e do seu intelecto, constrói um armadilha e captura um dragão. Mas o seu coração impediu-o de o derrotar e deixa-o em liberdade. O dragão não foi muito longe e os dois voltaram a encontrar-se. A partir daqui formou-se uma amizade e uma aliança. E o rapaz descobriu-se a si próprio e mudou a maneira de entender dragões da aldeia em peso. Primeiro, dos novos amigos, depois dos líderes e por fim do seu pai. Um rapaz que ninguém lhe fazia caso e que nada esperava encontrou o seu lugar na aldeia. É uma bonita mensagem: não fazer o que as pessoas esperam que seja feito. Manter-se fiel a si próprio, quem partilhar os seus ideais há-de querer estar com ele, só assim é que tudo faz valer a pena.

Tem cenas memoráveis. Lembro-me de umas divertidas quando ele andava nos treinos e conseguia derrotar dragões e ninguém conseguia adivinhar o seu segredo. Da cena em que o pai o repudiou quando o segredo foi descoberto. Da cena muito repescada do filme Alladin, quando o herói e a amiga voam no dorso do dragão pelo céu nocturno.

Não posso falar muito da banda sonora, parece-me que não prestei-lhe muita atenção. Ao procurar isso no youtube acabei por encontrar a minha cena favorita do filme. Sugiro uma espreitadela, às cores, aos movimentos e às expressões:

Um filme muito terno, muito divertido, cheio de acção e de coração. Memorável.

Há que aguardar, pacientemente, pela estreia da sequela em Portugal. Gostava de também assistir aos projectos spin-off do filme, se tiver oportunidade, tais como as duas temporadas para televisão, Defenders of the Berk e Raiders of the Berk, o video-jogo, claro, e pontualmente as curtas-metragens, algumas disponíveis através do youtube. Valem a pena assistir (têm animações em 2D bem giras), só é pena não haver com legendas... :

Ah, já me ia esquecer dos livros, ora que coisa. Claro que não se pode deixar de mencionar que o filme é baseado numa série de livros infanto-juvenis da autora Cressida Cowel e uma visita à página dos livros não é menos que obrigatória. Consta que o filme é diferente do livro homónimo... O livro é mais fofinho!

Nota: Um agradecimento muito especial à Ana Nunes por ter-me emprestado o filme

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publicado às 20:00



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