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Os meus vizinhos - Os Yamadas

07.08.12

Os meus vizinhos - Os Yamadas

Isao Takahata

Estúdio Ghibli

Uma animação simpática com humor querido e terno. Fica a ideia que foi pouco mais que uma experiência do Ghibli mas que resultou.

Nota 3/5.

A primeira coisa que se destaca imediatamente é o estilo da animação empregue. Parece-se algo como aguarela, com cores suaves, em vez do habitual acrílico, com cores fortes e vivas. Também a caracterização das personagens é bastante diferente, neste filme estão desenhadas de um modo bastante simples, quase chibis. Penso que foi a primeira longa-metragem sem uma caracterização realista, se assim se pode dizer das obras de animação, que assisti; foi algo que estranhou bastante de início.

No entanto resulta, deixou-me impressionado a fluidez que atingiu. Os cenários, os movimentos, a acção, tudo animado de modo fantástico, assisti rendido à primeira cena e exclamei (bem, pensei): isto é Ghibli!!

Foi só a primeira cena. O resto do filme, nada a ver!

O filme é constituido como crónicas de uma familía japonesa, os Yamadas. A avó, os dois pais e os dois miúdos.

São histórias curtas, curtíssimas. Na verdade até funciona como um programa de sketchs cómicos. Não tem início nem fim mas quase todas são dedicadas ao humor. Não achei ser um humor estereotipado, como se é habitual em alguns programas assim, mas reconhece-se a familiaridade das cenas representadas. Um humor universal. Não é disparatado mas serviu para soltar umas valentes gargalhadas. Mas em geral é terno e comovente, é um filme de diversão com um toque de tristeza que as animações japonesas habitualmente conseguem fazer. Acho que a isso muito ajudou o estilo simplista: um pouco mais elaborado como o Doraemon, por exemplo, e o encanto perdia-se. As expressões estão tão exageradas às vezes que ficam tão engraçadas.

Não há uma história de fundo que serve de suporte às curtas. São episódios soltos, tranquilos e corrisqueiros (até mesmo preocupantes) de uma familía que podia ser uma qualquer japonesa ou mesmo uma portuguesa. Acabei por não saber muito da família, como um vizinho também não saberia, como se eu fosse esse mesmo vizinho. Daí talvez o título do filme. O filme peca neste ponto, sentiu-se falta de um rumo.

Gostei bastante mas penso que não conquistará qualquer espectador.

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publicado às 19:13


Feira do Livro de Braga

Braga, 3 de Julho a 19 Julho


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